
Bem gostava de ter um pouco mais de tempo para andar lá por fora a apreciar tudo o que acontece – e nesta altura do ano, parece que, de facto, tudo acontece! Flores e folhas, insectos e cobras, perfumes e brisas mornas, tudo parece surgir em simultâneo, aparentemente do nada.
Em vez disso, vejo-me a braços com imenso trabalho. Não me queixo, até porque, basicamente, ocupo o meu tempo a fazer aquilo com que sonhei em criança; ainda assim, sinto uma certa pena ao ver a Primavera passar através do vidro do escritório. Ao longo das últimas semanas, eu, que vivo numa Quinta, terei certamente passado menos tempo ao ar livre do que um qualquer urbano típico. Pois.
Não é altura ainda de parar.