Finalmente a consegui fotografar com algum detalhe. Estava enfiada no meio do rio, à pesca.
Esta espécie, Ardea cinerea, não é endémica mas está a expandir o seu território por estas paragens.
E Bom Natal!
Finalmente a consegui fotografar com algum detalhe. Estava enfiada no meio do rio, à pesca.
Esta espécie, Ardea cinerea, não é endémica mas está a expandir o seu território por estas paragens.
E Bom Natal!
Pois. Também o meu WordPress foi vítima de hijacking. Foi desta que desactivei completamente qualquer plugin externo. Acabei também com as imagens embebidas no meu fiel PassPartout, passam a estar directamente no html. E com isto foram-se duas quatro preciosas horas de trabalho.
É incrível como a net se vai tornando um ambiente extremamente hostil. Vírus, hackers, spam… parece que ao coberto do anonimato fácil os bandidos proliferam.
Mesmo com estes cuidados, os maracujás estão a dar sinais de descontentamento com o frio. Os que estão resguardados com o têxtil especial estão com melhor aspecto; os outros, cobertos com plástico de estufa estão assim como se vê: murchos.
A boa notícia é que os caules continuam verdes, só as folhas é que parecem abandonadas à sua má sorte. Bem tinha dito o Sr. Manuel que a folha ia cair toda.
Espero que na Primavera as plantas tenham ainda força para rebentar de novo.
Não está a ser nada fácil conseguir maracujás aqui na quinta.
Os morangueiros que o Nuno nos tinha trazido já há umas semanas atrás, ficaram hoje plantados. O espaço entre os pés de macieira do pomar de cima estavam desaproveitados e foi lá que os plantei. Ficam com boa exposição solar e o tubo da rega gota-a-gota passa-lhes mesmo por cima. Sol e água, a combinação perfeita para os morangueiros.
Com este frio todo e a precisar de trabalhar até tarde, as noites só se tornam suportáveis com brasas por perto. São ecos do Sol: o calor e luz, que no Verão permitiram às árvores converter o dióxido de carbono em madeira, ou sequestrar, como se tornou norma dizer, libertam-se, restituindo o gás à atmosfera.
Sei que é contra-intuitivo mas revelador tentar perceber as árvores como um gás solidificado. Ainda por cima vivo. E ainda por cima belo.
Hoje de manhã o termómetro do carro marcava -1ºC. Para além do costumeiro regador de água para limpar o gelo acumulado sobre os vidros, foi preciso usar a mesma táctica para conseguir abrir a porta. Tanto a borracha à volta dela como o próprio puxador estavam congelados.
Quando estiver mais quente, vou dar uma volta pela quinta para avaliar os estragos. Estou algo apreensivo porque me esqueci de vazar o sistema de rega.
… de pedacinhos do dia-a-dia. É como me sinto quando me enamoro de um qualquer e comesinho detalhe, como a luz que atravessa um jarro cheio de sumo de mirtilos.
É mais um pequeno tesouro. Sou um coleccionador de instantâneos felizes.
Três semanas volvidas, tanto a aveia como o trigo ou o centeio estão já germinados, quase com uma mão travessa de altura – como são amistosas estas medidas antropométricas!
As previsões do tempo apontam novamente para tempo frio. Causa um certo arrepio imaginar estas plantinhas de tão tenra idade e constituição expostas à geada mas a verdade é que elas são mais resistentes do que aparentam.
A chuva parece querer abrandar. Caem os últimos respingos.
Olho e comove-me a paisagem que vejo entre as paredes do vale. Se semicerrar os olhos e concentrar a atenção na nesga de horizonte que segue a curva do rio, recuo no tempo. Ou avanço, quem sabe.