Quando a Elsa e a Matilde chegaram a casa ao fim da tarde, estava este sapo à espera delas, no canteiro ao lado da entrada. A nossa pequenita ainda não dá conta disso mas viver num sítio assim é mesmo um privilégio.
Salgueiro seco tombou
As árvores morrem em pé mas a verdade é que não ficam assim muito tempo.
O salgueiro junto às escadas do rio estava seco, morto já há dois anos, reduzido desde então a mero suporte de uma hera oportunista, que, despudoradamente, dele se servia para melhor chegar ao Sol.
No entanto, o porte altivo, a que as árvores sonham entregar-se quando exalam a última molécula de oxigénio, é causador de inveja a uns, motivo de desprezo a outros. Certo é que, em concílio tácito, forças silenciosas se uniram para a derrubar: os fungos fungaram, o vento ventou, a gravidade gravitou e a árvore, esquecida já de que era árvore, meia descomposta, composta agora no chão.
Poda das oliveiras
Andou o Sr. Manuel a podar as oliveiras. Estavam a ficar demasiado altas e negligenciadas, com muito ramos a entrecruzarem-se no meio da copa. Os ramos mais grossos foram cortados à medida para a caldeira e os mais delgados foram triturados. A estilha resultante foi posta de lado para incorporar nos compostores.
6 billion Others
A propósito do post de ontem da Rosa, ocasião de divulgar um outro site capaz de fazer perder longas horas em exercício voyeur: o 6 billion Others é um projecto de registo vídeo de gente comum, dos quatro cantos do mundo. Em frente à câmara e com uma franqueza comovente, as pessoas respondem a um questionário contando-nos quem são, quais os seus sonhos e os seus receios, qual entendem ser o papel da família ou o sentido da vida.
Se a empatia que se estabalece entre quem conta e quem ouve, mesmo que distantes no tempo e no espaço, já em si é espantosa, o facto de ser entre pessoas de realidades, raças e línguas estranhas (a fazer lembrar as noites perdidas a ouvir rádios longínquas em AM) é encantador.
Previnam-se no entanto que alguns dos depoimentos, quais mensagens numa garrafa, são verdadeiros murros no estômago. Imperdível, pois claro.









