Mais uma volta

31.December.2007

E quando nos preparamos para iniciar mais uma volta no nosso astro preferido em torno da nossa estrela favorita, como quando se chega ao ponto mais alto da montanha russa e é iminente a descida vertiginosa, tempo à justa para encontrar lá em cima no monte este cogumelo fantástico, um pulsar vivo.
Segurem-se, to infinity and beyond!

Garça-real

27.December.2007

A garça-real é uma assídua na paisagem do Sousa. Não desde sempre, que há quem se lembre do rio sem estas aves, mas a acompanhar a tendêndia de expansão desta espécie por toda a Europa.
Apesar de a ver praticamente todos os dias, ou de manhãzinha, quando subo o estore do escritório, ou ao anoitecer, quando saio para carregar a lenha da caldeira, ela é extremamente cautelosa: ao mínimo movimento suspeito a dezenas de metros de distância, levanta voo e desaparece na curva do rio.
Hoje avistei-a pousada nos altos eucaliptos no topo íngreme da margem esquerda e consegui o primeiro registo fotográfico.

A Ardea cinerea alimenta-se de peixes, anfíbios e um ocasional crustáceo.

entre o Natal e o Ano Novo

27.December.2007

Agora que passou aquele que, para as pencas, é o dia mais temível do ano, gozam-se uns dias de férias à espera que o ano acabe. Lá fora, a chuva recente, pouca mas oportuna, vai fazer germinar os tremoços, favas e ervilhas, e a lenha seca vai, aos poucos, desaparecendo na caldeira, à medida que nos aquece. Tudo está bem quando acaba bem.

Postal de Natal

21.December.2007

Desde que comecei a trabalhar em Flash profissionalmente, já lá vão quase oito anos e três empresas, acabo sempre por ter de fazer um postal de Natal, quase sempre à última da hora.
Certo é que continuo a achar revigorante passar a noite acordado a trabalhar – entregas e directas são um estranho mas íntimo sinónimo. E ainda me espanta, quase o mesmo espanto de um menino a explorar um brinquedo novo, que 436 linhas de código sejam capazes de produzir um nevão natalício.

Bom Natal!

Tremoço e tremocilha

20.December.2007

Semearam-se hoje na horta tremoços e tremocilha. Como este ano pretendo minimizar as actividades na horta por forma a ter tempo para tratar de uma série de trabalhos que vão ficando adiados ad aeternum, este tipo de plantas é o indicado: ocupam o terreno e portanto atenuam o avanço das ervas daninhas, fixam nitrogénio nas raízes e ainda nos fornecem alimento.

(continua…)

Afinal é um par

19.December.2007

Desta vez a passearem-se no amial. Com o chão coberto de folhas é mesmo muito difícil vê-las (seguindo o link da imagem, no Flickr, descobre-se a solução do enigma).

Como não germinar bolotas

18.December.2007

Para colaborar com o Jorge Gomes na sua inextinguível vontade de preservar a floresta autóctone, mesmo depois de ver o trabalho de anos desaparecer em fumaça, como no ano passado, resolvi fazer um viveiro de carvalhos-comuns, com bolotas cá da quinta, para transplantar na Primavera próxima.

(continua…)

Galinhola

17.December.2007

Estava ao telefone, a aproveitar a pausa para descansar uns minutos em pé, quando dou conta de outra coisa especial lá fora: junto ao moinho, com uma camuflagem perfeita, uma ave que debicava por entre as folhas e ramos caídos no chão.

(continua…)

Santarém

16.December.2007

Tem de haver qualquer coisa especial no fogo e nas fogueiras. Um ritual quase universal da espécie humana, que nos liga a todos, desde há tempos imemoriáveis.
É que quando se vê fumo a escapar de uma chaminé e se ouvem vozes à conversa e risos de crianças, estamos certamente junto de um grupo de amigos – mesmo que alguns sejam amigos especiais, que parecem conhecer-se bem e que têm tantas coisas em comum, mesmo sendo a primeira vez que se encontram. E se juntarmos ainda uns bons petiscos e violas, gaitas e tambores, é difícil, muito difícil ficar melhor.
Obrigado Rita!

Mais quatro

15.December.2007

Comprei mais quatro toneladas de lenha para a caldeira.

Estive entretanto a consultar os registos e constato que se têm consumido cerca de 8 ou 9 toneladas por ano, de Novembro a meados de Abril. Com o novo controlo por relógio, consigo reduzir cerca de 1/4 da quantidade diária relativa ao ano anterior, o que pode significar uma poupança de 1 a 2 toneladas por ano – o consumo de lenha não é constante ao longo do Inverno, sendo quase o dobro nos meses mais frios.
Tenho também verificado que uma cuba carregada só tem durado umas 6 horas de combustão. É pouco. Continuo optimista relativamente ao benefício do secador de lenha – eventualmente recorrendo aos paineis solares; com lenha bem seca já consegui mais de 10 horas de combustão com uma só carga.


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