No fim de semana andámos a instalar as tampas dos depósitos. A de cima, improvisada de um balde de plástico, serve para tapar a entrada de luz e poeiras na boca do depósito. A lateral, feita pelo meu pai em chapa zincada, resguarda as ligações eléctricas da bóia de comando do motor.
Assim, tudo pintado com alumínio, fica bem protegido e começa a parecer mais um tokamak do que um depósito.
Tunning do depósito
Marmelos assados em mel
Este ano vai ser abundante em marmelos. O marmeleiro mais antigo, de Portugal, está carregadinho e o novo, Gigantesque de Vranja, já começou também a frutificar.
Apesar de não estarem ainda no ponto óptimo de maturação, alguns cairam da árvore e, no fim da semana passada, apanhei-os, com pena de os perder, embora sem saber muito bem que destino lhes dar. Foi então que me lembrei de uma receita que queria experimentar: marmelos assados com mel.
Ex-Escaravelho azul
Tinha este ‘fóssil’ de escaravelho guardado há tanto tempo que já nem me lembrava dele. Descobrimo-lo, há uns anos, eu ou a minha irmã, não me recordo, já morto, lá fora. O azul brilhante das asas é incrível.
Ao Sol
Agora que os dias são mais oblíquos e mais curtos e frios, eu, que passo tantas horas parado, sentado em frente ao computador, enregelo. É um daqueles frios que, apesar do casaco mais espesso, lentamente, insidiosamente, vai descendo da pele até ao âmago dos ossos. Mas, lá fora, o Sol brilha ainda e amiúde, qual lagartixa, vou até ao pátio banhar-me na radiação, recuperar uns graus centrígados.
Como já vem sendo costume, um bicho pousa em mim. Desta vez um gafanhoto de cores vivas, como eu, à procura do Sol.
Galegal
Hoje o Sr. Manuel transplantou as couves galegas, contemporâneas desta sementeira. Estão viçosas e, segundo ele, são de boa qualidade, que têm os nós das folhas bem afastados.
Doce de figo
Depois da Ana Ramon ter divulgado esta receita de doce-de-figo, tratei logo de ir dar uma volta pelas figueiras a ver o que ainda conseguia apanhar para a experimentar.
À receita base acrescentei paus e pós de canela e, no final, raspa de limão. Delicioso!
Diz a Elsa que deve acompanhar lindamente uma sericaia. Como ainda sobraram bastantes figos, acho que amanhã vamos subir a parada.
Música infantil
Um dos efeitos mais notórios desta ainda curta experiência da Matilde no jardim escola é o gosto acrescido pela música, especialmente pelas cantigas infantis, claro. Nós temo-la tentado acompanhar mas, esquecidos que estamos de quase todas as modinhas infantis, ela acaba, desconsolada, por nos dizer “não é assim!”.
As alternativas têm sido um cd óptimo do Sérgio Godinho, “Canta com Os Amigos do Gaspar” e uma colectânea de músicas variadas que recuperei dos vinis da minha infância – mas que não têm as músicas que ela aprende na escola, e um outro cd, que alguém nos arranjou mas que, apesar de repleto de músicas tradicionais infantis, é cantado de forma execrável e tem arranjos tão pimba que se torna doloroso ouvi-lo.
Pica-pau-malhado-grande
Dendrocopus major
Mais um avistamente da janela do escritório: uma fêmea de pica-pau-malhado-grande de volta das nozes (distinguem-se dos machos pela ausência de uma manha vermelha na cabeça). Últimamente não sei o que dá a estes supostos insectívoros que só os vejo de volta das nozes.









