Finalmente o calor.
Este para o Sol, o outro para a chuva.
Dia de praia e, se houver coragem para enfrentar o frio do mar do Norte, de banho.
Finalmente o calor.
Este para o Sol, o outro para a chuva.
Dia de praia e, se houver coragem para enfrentar o frio do mar do Norte, de banho.
Há quatro meses atrás estavam as primeiras folhas da figueira a nascer. Agora estão os seus frutos já crescidos mas ainda não amadurecidos, que lhes falta o pingo de mel, esse estado superlativo do Verão.
Outra das tarefas stressantes de férias é esperar pelo pingo. E ainda faltam umas duas semanas para estarem no ponto.
Enquanto o descanso e os serões culinários me ocupam os dias e parte das noites, a escolha da madeira para fazer as brasas do fogareiro será a actividade mais stressante. Por que madeira optar? Videira, figueira, alfarrobeira? Cada uma com o seu aroma próprio, influenciam o resultado final do petisco. E em férias, estas são questões fracturantes.
A minha versão do crumble ficou com um aspecto algo diferente do tradicional. As ameixas que usei era bem maduras e sumarentas, de tal forma que, a dado ponto da cozedura, submergiram a crosta, qual cataclismo atlântido. No entanto, o cheiro que ía saindo da fornalha, quase a marmelada de ameixa, assegurou-me que o resultado, longe de um desastre, seria algo de interessante.
Acender o fogareiro para preparar o jantar é praticamente um sinónimo de férias de Verão.
Tudo sabe bem, desde o ritual de preparar o braseiro, até temperar as comidas, bebericando algo enquanto se vigia o lume e se admiram as fagulhas nas suas corridas sinuosas.
Pena foi não estaram ainda as noites quentes o suficiente para pormos a mesa no pátio.
Acho que nunca precisei tanto de férias como agora.
Os últimos tempos têm sido complicados, intensos, esgotantes, e, ao mesmo tempo, revigorantes, excitantes e promissores.
Tenho sempre alguma dificuldade em mudar de registo, em começar a sentir-me, de facto, em férias. Hoje vou, compenetradamente, sonhar com Sol, mar e uma praia deserta. E com o perfume das magnólias.
Quando são assim tantas – e nós viemos bem carregados de Sousela, começam a surgir ideias. E que tal juntá-las com aveia e canela? Talvez numa mistura estaladiça, dourada com uns minutos de forno?
A receita é oportuna e dá logo vontade de ir para a cozinha mas vai ter de esperar pela ida às compras amanhã, que temos muita fruta e pouco cereal.
Não sei se será um bicho-da-seda mas é igualmente peludo e com as típicas antenas em pente.
Pousou do lado de fora do vidro do escritório. Eu a precisar de acabar o trabalho e as férias já chamam por mim. Só mais um dia!
Helichrysum italicum
Esta é conhecida por curry plant, ou perpétua-das-areias. Das suas folhas extrai-se um dos óleos essencias com maior poder regenerativo usado em aromaterapia. A mim, o aroma a caril dispõe-me logo bem.