Não será tão vistoso como o Gualtemalteco mas, ainda assim, merecedor de observação cuidada. Tanto mais que resolveu pousar em mim e vir à boleia até dentro de casa. Fotografei-o enquanto se passeava nos meus dedos.
Céu, cal e barro
Estive há dias a digitalizar os slides da viagem em Abril ao Baixo Alentenjo. Outra das minhas manias: em suporte analógico, só fotografo em diapositivos. Não há melhor forma de recordar o passado do que enchendo uma parede inteira com uma imagem luminosa, em frente a uma roda de amigos.
E que recordações traz esta panorâmica de Mértola! Há uma dúzia de anos, sob um Sol abrasador, duas semanas de escavações arqueológicas. Fui espreitar o Dispensário, onde ficavam alojados os voluntários. Tinham cortado a oliveira que serviu de tecto a tantas noites dormidas sob as estrelas. Ainda fomos ao castelo, com o intuito de subir à torre de menagem e provar de novo o vento que se levantava ao final da tarde mas estava o castelo fechado para obras. E que obras! Uma escadaria de mármore que vem desde a igreja / mesquita. Mais tarde, ainda vi o Cláudio Torres junto ao Café Alentejano mas não tive coragem de lhe perguntar o que raio era aquilo?!
Baixa no pomar
Umas das novas macierias do pomar de cima, plantada em meados de Novembro, não resistiu à transplantação. Era uma Cardinal. Uma em vinte não é grande taxa de insucesso mas, ainda assim, um contratempo.
Urgente no pomar é manter as ervas daninhas afastadas da zona das raízes da novas árvores – e com perenes duras como a grama não é nada fácil! Os afídeos também estão a atacar tudo o que é rebento tenro por isso acho que vou recorrer a umas aplicações tópicas de óleo de Verão.
Fragantes
O jasmim estrelado está agora em pleno, repleto de flores. A Elsa dá conta das da gardénia.
Um dos prazeres não despicientes de morar no campo, rodeado destes seres fantásticos que são as plantas, é a titilação do olfacto.
#35
Parque infantil. Moura. Abril 2007.
E está cumprido mais um ano.
Fugaz. Como formiga a ajudar a construir algo em grande.
Com folga no trabalho, andei à volta de fotografias, de testes na oficina – mais um projecto em calha, de leituras despreocupadas. No final do dia, uma grande surpresa, com um saboroso jantar na companhia dos meus pais, Susana e Nuno – embora a minha irmã acabasse por não vir, foi como se cá estivesse.
À chuva
A meio do passeio de hoje começou a chover. Terá sido a olhar para uma destas umbelíferas que se inventaram os ‘umbrellas’ ? Este não funcionou muito bem, tive de dar meia volta e estugar o passo de regresso a casa.
Flor de cebola
Não colhi algumas das cebolas branca-de-lisboa que estavam a espigar. As inflorescências, quais pompons brancos, começam a perder a película lisa que as envolvia e mostram agora as flores individuais. Espero conseguir uma boa quantidade de semente, que estas cebolas são óptimas cruas, em saladas.
Biscoitos de canela
Pegou-se numa menina curiosa, num pai que gosta de pôr as mãos na massa, nuns ingredientes básicos como: 1 chávena de leite, duas colheres de sopa de manteiga derretida, duas colheres de sopa de açúcar, meia colher de chá de sal, três chávenas de farinha branca, uma colher de chá de fermento; juntaram-se as sugestões da mãe: uma colher de sopa de mel e canela a gosto; amassou-se, deixou-se levedar, estendeu-se e cortaram-se figuras de ursos, tartarugas, quadrados e losangos; foi ao forno durante dez minutos a duzentos graus e outros dez a cento e cinquenta.
O resultado foram umas coisas, algures entre biscoitos de canela e pães doces, mas que todos apreciaram: os que fizeram e os que também lancharam.










