Licranço

30.April.2007

Anguis fragilis

Mais um encontro imediato. Ía a subir as escadas do rio para casa e quase calco este licranço, também conhecido por cobra-de-vidro, que repousava sossegadamente num degrau. Na verdade não é uma cobra mas sim um lagarto, embora sem membros. Este é um macho com quase 40cm de comprimento.

Estes répteis alimentam-se de caracóis, lesmas, minhocas, aranhas e insectos. Continuo é por perceber como é que, sendo úteis para o homem, controlando alguns inimigos dos agricultores, acabam por ser vítimas mortais, mal sejam avistados, de preconceitos enraizados e completamente infundados.

(continua…)

Rebento de bambu

30.April.2007


Phyllostachys nigra

Nó de gravata

28.April.2007

Estava a dar uma volta pelos gotejadores recém instalados no pomar, enquanto a Elsa e a Matilde apanhavam umas flores, quando um vizinho me interpela do caminho. Perguntava se eu sabia dar nós de gravata. Ri-me. “Quando preciso, tenho de pedir ao meu pai”, respondi-lhe.
Continuou explicando que tinha um batizado amanhã e que precisava de a usar, enquanto abanava o saco de plástico que trazia na mão. “O Zé Preto sabe mas não está, lembrei-me de vir perguntar ao Sr. Engenheiro”.

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ZTR v1

27.April.2007

Nos serões, tenho andado às voltas com um protótipo, em Meccano, de um veículo ZTR – Zero Turn Radius, ou seja, que é capaz de girar sobre si próprio. Estou a pensar numa coisa tipo cortador-de-erva-e-transportador-de-pequenas-cargas para usar cá dentro da quinta. Como alguns dos patamares são bastante estreitos, a capacidade de inverter a marcha num espaço reduzido, ou nulo, é fundamental.

(continua…)

Cebolo transplantado

26.April.2007

Hoje o Sr. Manuel esteve a transplantar o cebolo. Já estava bem graúdo e, estando mais tempo no alfobre, acabaria por atrasar o desenvolvimento. A técnica usada é interessante e, feita por quem sabe, rápida. Cava-se uma vala em V e comprime-se um dos lados com a enxada; depositam-se os pés de cebolo como se vê na fotografia; espalha-se composto no fundo da vala; depois, ao abrir a vala seguinte, a anterior é tapada com terra. O resultado é um perfil em zigue-zague, com o cebolo nos vértices mais fundos.

(continua…)

Favas

25.April.2007

Estão as primeiras favas criadas. Ainda tenras, têm já um bom tamanho. E a quantidade delas! Se nos alimentássemos exclusivamente dos produtos da quinta, íamos estar dias seguidos a comer do mesmo: primeiro espargos, depois ervilhas, entretanto favas, a seguir courgettes…

(continua…)

Gota-a-gota no pomar

24.April.2007

Ficou pronta a rega no pomar de cima. É curioso ver como funciona o tubo colocado uns 40cm acima do solo. Parece uma cortina de chuva.
Há no entanto um troço do tubo, na parte mais alta, que tem irrigação insuficiente. Idealmente, o tubo gotejador devia estar plano mas o próprio terreno descai ligeiramente. Outra vantagem de ter instalado o tubo mais alto do que o chão, é poder corrigir o desnível descendo o tubo na parte mais alta.
Agora tenho de ir ajustando o tempo de rega à medida das necessidades – algo que não me parece nada linear. Como as árvores ficam mesmo junto ao muro de retenção do patamar, portanto em terreno muito bem drenado, penso que será melhor mais água do que menos.

Lagarto-de-água

23.April.2007

Lacerta schreiberi

Este macho estava a apanhar Sol no lajeado mesmo em frente ao quarto da Matilde. Resolvi tentar a sorte e aproximar-me lentamente. Abri a porta do quarto e, de máquina em punho, fui fotografando.

Nesta altura do ano estão em acasalamento e exibem este azul intenso na cabeça e garganta. São bastante comuns à beira rio. Alimentam-se de moscas, mosquitos, gafanhotos e escaravelhos.

Plantação na horta

22.April.2007

No Sábado de manhã fomos ao Porto e d’ “A Semeadora”, ao lado do Bolhão, trouxemos uma quantidade de plantas: tomates “maçã”, pimentos, pepinos, meloas, melancias e melões casca-de-carvalho.
De tarde, para plantá-las, tive a ajuda da Elsa, que com afinco tratou de cavar um rego para as melancias, e da Matilde, que andou a regar as plantas “bébés”.

(continua…)

Pesseguinhos

21.April.2007

São do pessegueiro careca mais precoce que cá temos e já estão com um bom tamanho, bem à frente de todos os outros. Ironicamente, e daí talvez por isso mesmo, são fruto da árvore mais pequena e enfezada.


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