Depósitos de água .1

28.September.2006

O primeiro desta série de depósitos para rega está lavado. Fico sempre um pouco reticente por usar estes depósitos cuja proveniência desconheço. Não quero estar a espalhar por todas as plantas outras coisas que não água. Assim, lavo-os o melhor que posso com lexívia e detergente. Não é tarefa fácil que a abertura na parte superior dos depósitos é bastante pequena. O exterior também é bem lavado para que a tinta com que os vou cobrir adira perfeitamente.

Já cá estão também mais outros dois e pondero se arranjo um quarto ou se este ano ficamos só com estes três. O Jorge Gomes deu-me uma ajuda preciosa no transporte da sucateira até aqui. A carrinha de caixa aberta só carrega um de cada vez e custa-me estar a dar-lhe trabalho com estes fretes. Por outro lado acaba por ser uma opurtunidade para irmos pondo a conversa em dia.

Encomenda de Castromil

27.September.2006

O pomar de cima (P4) vai fazer uma permuta. Saem as videiras de vinho verde, que depois de secas vão para a caldeira, e vêm macieiras e pereiras. Vão ficar plantadas num sistema híbrido entre o tatura e o espalier. Foram encomendadas as variedades de macieira Porta da Loja (x2), Golden Delicious (x2), Starking, Grise du Canada, Camoesa Fina, Stark Earliest (x2), Mutsu, Cardinal (x2) e Viveiros de Castromil e as de pereira Beurré Bosc, Beurré Hardy, Rocha, Dr. Jules Guyot, Beurré Precoce Morettini e Nashi Kumoi.

O pomar de baixo (P3) vai ser reforçado com mais 6 laranjeiras Prata, Moscatel e D. João, duas de cada.

Vêm ainda duas amendoeiras para a parte que já está limpa no monte. Aqui o clima não é dos mais indicados. “Produz de 7 em 7 anos” como disse a dona do viveiro. A experiência do Sr. Manuel, o jornaleiro, que vive em Paço de Sousa, a poucos quilómetros daqui, é diferente. Diz ele que todos os anos as suas amendoeiras ficam carregadas de fruto. Espero que o nosso microclima também lhes seja favorável.

As árvores vão ser entregues em Novembro e até lá têm de se abrir as covas onde serão plantadas, arrancar as videiras e arranjar estacas até ao primeiro arame da ramada.

Beladona

27.September.2006

Amaryllis belladonna L. (Amaryllidaceae)


(continua…)

1/2 telhado novo

26.September.2006

O telhado do quarto já está com telhas novas e com a cumieira e beirais assentes. A empena virada para o rio, a Sul, está melhor conservada mas é natural que venha a dar problemas daqui a algum tempo. Pergunto-me se não haverá alguma forma mais ecológica e duradoura de cobrir um telhado. Isto exclui portanto as coberturas em colmo, que precisam de manutenção anual, e, no outro extremo, as betuminosas ou asfálticas, que petróleo não há muito.

(continua…)

Obras no telhado

25.September.2006

Começaram as obras no telhado. A empena a Norte do telhado mais pequeno (do quarto) vai ser totalmente substituida. As telhas antigas estão literalmente a desfazer-se em pó. Telhas velhas, de qualidade duvidosa, sujeitas ao calor e ao gelo, é assim que acabam. Não fora a subtelha e creio que já no Inverno passado tínhamos andado de baldes dentro de casa.
No que toca a infiltrações esta casa não nos deixa de surpreender: no Domingo, quando chegámos a casa depois de um dia fora, estava já uma poça de água no soalho do corredor e uma das luzes convertida em gotejador. Dizia a Elsa que isto só se resolve com uma gigante touca de plástico a cobrir o telhado, como as que usam as senhoras mais idosas com problemas no cabelo (permanentes, lacas e coisas que tal) antes de entrar no banho. Eu imagino uma grande cúpula geodésica, como esta.

Começou o Outono

23.September.2006

Tanque ou depósitos?

20.September.2006

Estava a ser planeado um tanque de rega em betão para o patamar das Nespereiras. Depois de feito o orçamento, que anda por volta dos 1500€, fora a cobertura, e de ter em conta que a trepidação dos comboios é bem capaz de vir a fazer avarias, estamos a considerar a hipótese de instalar uma bateria de depósitos de plástico como estes. É uma solução mais económica* e, por outro lado, permite que se vão juntando mais à medida das necessidades. Além do mais, sendo fechados, fica resolvido o problema das folhas e algas, que podiam entupir o sistema de rega gota-a-gota.

* a versão económica, comprando-os na sucata, é no entanto mais trabalhosa já que implica a limpeza e lavagem dos depósitos.

Morreu o Rei, viva o Rei!

19.September.2006

Neste caso, viva a nova impressora a Canon iP5200R. A parte boa de ter uma impressora nova ao fim de dez anos é que as inovações técnicas são tantas que impressionam. Ultra-rápida a imprimir, praticamente silenciosa, impressão de frente e verso das folhas, qualidade excepcional e ainda ligação wireless, permitindo que de qualquer computador cá em casa se possa imprimir com toda a facilidade.

Lembro-me de estar ainda em casa dos meus pais e estar lá de visita uma tia minha, a Efigénia. Dizia ela, ao ver a velhinha, na altura nova, HP a funcionar que parecia magia sair dali uma página impressa com as letras tão direitinhas. A minha tia, que sempre viveu ligada à lavoura, provavelmente nunca tinha visto nenhuma impressora a funcionar ou tão pouco sequer parada. Hoje senti-me um pouco como ela, quase boquiaberto a olhar para esta maravilha da técnica.

Para além de todas estas qualidades tem também um óptimo aspecto. Fica bem aqui em cima da mesa.

(continua…)

Avariou a impressora

14.September.2006

Era uma HP 670C, já com uns 10 anos. Insuportavelmente lenta e bastante ruidosa. Pela primeira vez fui ajudado pela Matilde numa operação que tanto me dá prazer: desmontar coisas. Ela com uma chave de fendas pequenina começou a imitar-me, experimentado todas as peças que íam sendo resgatadas.
Desta vez guardo dois motores passo-a-passo, um motor dc, algumas rodas dentadas, molas e uma correia. Vão para a caixa das peças na oficina à espera de dias menos ocupados.

1ª fornada de abóboras amarelas

12.September.2006

Colhidas e pesadas no Domingo, somam para já cerca de 120Kg. Digo para já porque esta é a colheita do canteiro que foi semeado mais cedo. Há ainda mais dois em que as aboboreiras estão viçosas e a dar flor. As variedades são no entanto diferentes destas: desde umas sementes que guardamos de uma abóbora comprada na Feira de Agricultura Biológica (já há uns 3 ou 4 anos, ainda no Mercado Ferreira Borges) até outras que nos foram oferecidas pelos meus pais, outras pelos pais da Elsa e outras ainda pelo Sr. Manuel.

Com esta quantidade de variedades diferentes a crescer tão próximas umas das outras, as sementes serão híbridos, pelo que não sei ainda se também vou preservá-las ou não. Até porque ainda sobraram sementes deste ano e estou a planer experimentar outras novas que vi no Organic Catalog.


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